sábado, 21 de agosto de 2010

Entr'ombros ou ...

Ela incomodava e emurchecia os olhares
e em nada a atrapalhou o fato de não ser solicitada
continuou participando.

Flutuava pelas companhias
dando-se apenas por si.

Sóbria; só da sua vida.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Iluminada

Sim, iluminada.
Não escrevo no escuro
minha luz é o mundo.

Minha luz fala
senta
sorri

Minha luz anda e escolhe.


Lembrei-me de que minha luz também chora, quando dá tempo,
mas chora.

sábado, 7 de agosto de 2010

Depois de ouvir a conversa alheia no metrô

Com o José, pelo virtual...


O lugar onde moro é tão confortável
Porque as paredes bem imassadas
Me protegem.
Mas as aparências enganam...

E as coisas me tocam.
Posso dizer que a maior parte das coisas que vejo me tocam.
Sinto.
O dia-a-dia me emociona.
O que me surpreende, o novo;
Me soca.
É! Alguns tapinhas realmente não doem...

Alguns dizem que eu sou boba.
Já que, ainda, acredito no amor,
O homem é bom, as pessoas é que não têm mais coração.
Tenho esperança num mundo melhor.
Tudo e todos têm sua beleza e a aparência não é importante.

Sim, sou boba então.
Pois tenho essas coisas como minhas.
Estão a mim aderidas,
Tão inexplicavelmente,
Que não sei por que as ponho na estante, na cabeceira, na mesa, no porta-retrato
em momentos concretos e abstratos...
...quando, nas idéias alheias, me entremeio.

Filho de peixe, mesmo, peixinho é...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lima

As poesias que nascem dos meus dedos
é que afiam as unhas
que eu cravo em você.

sábado, 31 de julho de 2010

Raízes

As raízes revoltaram-se
[e fizeram de suas árvores vítimas.
E dos homens, seus cumplíces.

A mais atual das teorias sobre o fim do mundo
[diz que morreremos suicidados.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Natureza

a doação é mais cálida que a posse
mas só por ter sangue.

a renúncia é mais honrosa que a falta
pelo mesmo motivo
não por coincidência.

seria,
se a vida fosse mais forte que a morte
mesmo tendo, ambas, sangue.
por que é outro plano, oposto,
abstrato.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Baixando a guarda

A técnica serve sim à literatura
Ou melhor
Serve a literatura, poetas, escritores e simpatizantes
Serve para a gente travar guerras frias,
Extravasar batalhas que deixam o sangue quente
Para criarmos planos mirabolantes e possíveis
Quem nunca se emocionou com um filme de guerra?