terça-feira, 28 de setembro de 2010

Arruinou-se

"Transformo-me, então, num prédio de cem mil andares. Todos iguais."

Arruinou-se
a fim de não perder sua estrutura
Rompeu o mundo
throught...!

Quando falaram para que parasse
ela
que nunca falara inglês
fez do stop o seu último contato
com o mundo
de cima a baixo
estrutura intacta.

domingo, 26 de setembro de 2010

Distração

Deixei o carinho que ia te dar cair no vão do metrô
E só percebi agora.

Sustentabilidade efêmera

Depois de decepcionar-me com a política de compra e venda
Anunciada em vidros nem tão transparentes quanto se espera,
Acabei por filiar-me ao movimento “Amor não custa”.
Cheia de idealismo e posicionamentos,
Ponho que atualmente eu não compro o que não venha com amor de brinde.
For free.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Meu dia de domingo

Dever
de captar, obturar, raptar
o dia
fragmentando toda a experiência não posta
em aberto
não certa

Dispara-se
à busca
do foco
ao léu.

ou

1/50, f 3.5, ISO 400

sábado, 21 de agosto de 2010

Entr'ombros ou ...

Ela incomodava e emurchecia os olhares
e em nada a atrapalhou o fato de não ser solicitada
continuou participando.

Flutuava pelas companhias
dando-se apenas por si.

Sóbria; só da sua vida.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Iluminada

Sim, iluminada.
Não escrevo no escuro
minha luz é o mundo.

Minha luz fala
senta
sorri

Minha luz anda e escolhe.


Lembrei-me de que minha luz também chora, quando dá tempo,
mas chora.

sábado, 7 de agosto de 2010

Depois de ouvir a conversa alheia no metrô

Com o José, pelo virtual...


O lugar onde moro é tão confortável
Porque as paredes bem imassadas
Me protegem.
Mas as aparências enganam...

E as coisas me tocam.
Posso dizer que a maior parte das coisas que vejo me tocam.
Sinto.
O dia-a-dia me emociona.
O que me surpreende, o novo;
Me soca.
É! Alguns tapinhas realmente não doem...

Alguns dizem que eu sou boba.
Já que, ainda, acredito no amor,
O homem é bom, as pessoas é que não têm mais coração.
Tenho esperança num mundo melhor.
Tudo e todos têm sua beleza e a aparência não é importante.

Sim, sou boba então.
Pois tenho essas coisas como minhas.
Estão a mim aderidas,
Tão inexplicavelmente,
Que não sei por que as ponho na estante, na cabeceira, na mesa, no porta-retrato
em momentos concretos e abstratos...
...quando, nas idéias alheias, me entremeio.

Filho de peixe, mesmo, peixinho é...